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Em provas de 21 km, as principais limitações são a fadiga relacionada a depleção de glicogênio, fadiga central e mais alguns fatores periféricos.
Em provas de 42 km ou mais as limitações são fadiga relacionada a depleção de glicogênio, hipoglicemia, possível desidratação, hipertermia dependendo da condição ambiental, fadiga central e possível lesão muscular.
Por isso, o objetivo da nutrição na corrida é anular ou reduzir os fatores que podem causar desconfortos, fadiga ou resultados insatisfatórios durante e especialmente ao final da competição. A disponibilidade de substratos para o músculo (glicogênio e glicose) e para o cérebro (glicose) é a questão chave para muitas corridas longas, juntamente com a compensação da sudorese para preservar o volume plasmático e o débito cardíaco.
A preparação para a corrida deve incluir estratégias que visam estocar glicogênio muscular em quantidades equivalentes com a necessidade desse combustível no dia do evento. Em corridas de 10 km a 20 km a ingestão de aproximadamente 7-10g/kg de massa corporal nas 24h anteriores ao evento é o suficiente para manter esse estoque.

Veja também: Saúde do Homem: Qual a Importância da Nutrição?
Contribuições adicionais para a disponibilidade de combustível podem ser feitas por meio de refeições ou lanches ricos em carboidratos pré-evento, como gel ou bebidas esportivas. Isso é particularmente importante em eventos ocorridos no período da manhã, nos quais a ingestão de carboidratos pode restaurar o glicogênio hepático após uma noite de jejum. O horário, porção e a escolha do alimento na pré-prova variam de acordo com a característica do evento e as preferências do atleta.
Os atletas devem se atentar também à hidratação e às condições climáticas do local que será a prova. Em locais quentes deve-se ter atenção dobrada a técnicas de hidratação e resfriamento nas horas pré-prova para adequada termorregulação e evitar desidratação e hiper-hidratação (que também é um grande problema!).