Estratégias nutricionais no tratamento de depressão e ansiedade

28 de junho de 2024

A depressão e ansiedade são transtornos mentais  bastante prevalentes e afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Para a melhoria dos sintomas e controle destas condições, existem abordagens terapêuticas convencionais que fazem parte do tratamento, como a psicoterapia e o uso de medicamentos. Além disso, estudos recentes demonstram que estratégias nutricionais podem contribuir para esse tratamento e ajudar no alívio dos sintomas.

 

Sabemos que a alimentação exerce um papel fundamental na manutenção da nossa saúde, e também está diretamente relacionada com a nossa saúde mental. Por esse motivo, o acompanhamento nutricional pode ajudar pacientes que estão em tratamento de depressão e ansiedade, aliviando os sintomas e melhorando a saúde em geral.

 

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Nutrição na saúde mental

 

A implementação de estratégias nutricionais para melhoria do quadro de saúde mental é bastante complexa e multifacetada. Uma alimentação balanceada é essencial não apenas para a saúde física, como também para regulação emocional e melhoria da função cerebral.

 

As deficiências nutricionais, como é o caso do baixo consumo de determinadas vitaminas e minerais, podem favorecer o agravamento ou o desenvolvimento de transtornos mentais como a depressão e ansiedade.

 

Quais são os nutrientes essenciais para nossa saúde mental?

 

Existem nutrientes que quando consumidos nas quantidades adequadas podem contribuir para a melhoria da nossa saúde mental e regulação do humor. Exemplos disso são:

 

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  • Ômega 3: o ômega 3 é um ácido graxo encontrado em peixes como a sardinha e o salmão, contendo propriedades anti-inflamatórias que ajudam no na melhoria dos sintomas da depressão e da ansiedade;

 

  • Triptofano: esse aminoácido é precursor da serotonina, pode ser encontrado em alimentos como queijo, ovos, frango e nozes;

 

  • Vitaminas do complexo B: vitamina B6, B12 e ácido fólico são componentes essenciais na produção de neurotransmissores como a serotonina, que tem influência direta na nossa estabilidade emocional e humor.

 

Quais as melhores estratégias nutricionais para o tratamento de depressão e ansiedade?

 

Para estabelecer uma dieta balanceada e que possa te ajudar a combater os sintomas da depressão e da ansiedade, é fundamental contar com a ajuda de um nutricionista da sua confiança. Esse profissional terá a capacitação necessária para determinar quais os alimentos essenciais para sua dieta e estabelecer o manejo adequado da sua alimentação com foco na melhoria dos sintomas desses transtornos.

 

Algumas dietas já estipuladas podem ajudar consideravelmente no tratamento da depressão e ansiedade, como é o caso:

 

  • Dieta mediterrânea: essa dieta é rica em frutas, grãos integrais, vegetais, peixes e azeite de oliva, sendo forte aliada no tratamento contra depressão;

 

  • Dieta rica em antioxidantes: essa dieta inclui alimentos como nozes, frutas vermelhas e vegetais folhosos que são ricos em antioxidantes e ajudam a saúde do cérebro;

 

  • Redução de açúcares e gorduras trans: a redução de alimentos processados e ricos em açúcar refinado pode ajudar na estabilidade emocional.

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Como obter um tratamento adequado?

 

O primeiro passo para obter um tratamento nutricional adequado é buscar  ajuda profissional com um nutricionista especializado. Esse profissional da saúde terá todo embasamento para personalizar o seu plano alimentar de forma que ele seja adequado às suas necessidades individuais e condições clínicas.

 

É fundamental que o paciente entenda e compreenda os benefícios da nutrição na sua saúde mental para que todas as recomendações passadas pelo profissional sejam seguidas adequadamente. Adequação a dieta é necessária para que todos os benefícios sejam alcançados e haja uma melhoria no quadro geral.

 

É necessário lembrar que o tratamento de depressão e ansiedade combina estratégias nutricionais com diversas outras abordagens, como a psicoterapia, gestão de estresse, prática de exercícios físicos regularmente, entre outros. Por esse motivo, é de extrema importância que o paciente mantenha um acompanhamento adequado.

 

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