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As duas principais formas de doença inflamatória intestinal (DII) são a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ambas são doenças relativamente raras. A doença de Crohn e a colite ulcerativa compartilham algumas características clínicas, incluindo diarreia, febre, perda de peso, anemia, intolerâncias alimentares, desnutrição, déficit de crescimento.
A doença de Crohn pode envolver qualquer parte do TGI, mas aproximadamente 50% a 60% dos casos envolvem tanto o íleo distal quanto o cólon. Casos envolvendo isoladamente o intestino delgado ou o cólon englobam 15% a 25% dos indivíduos. A atividade da doença na colite ulcerativa é limitada ao intestino grosso e reto. Na doença de Crohn, os segmentos do intestino inflamado podem ser separados por segmentos saudáveis, enquanto na colite ulcerativa o processo de doença é contínuo.
O diagnóstico dessas doenças é realizado por um médico especialista em aparelho digestivo como proctologista ou gastroclínico/gastrocirurgião que irá avaliar o histórico do paciente, exame físico, exames laboratoriais e exames específicos como a colonoscopia. Dependendo da evolução do quadro do paciente, também pode ser solicitada a realização de biópsia, outros exames de sangue e de fezes, tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética.
Os indivíduos com DII estão em maior risco de problemas nutricionais, por uma série de razões relacionadas à doença e ao seu tratamento. Assim, o principal objetivo é restaurar e manter o estado nutricional do paciente. Para atingir este objetivo, podem ser usados
alimentos, suplementos alimentares e de micronutrientes, nutrição enteral e parenteral. A dieta oral e os outros meios de suporte nutricional podem mudar durante as remissões e as exacerbações da doença.
Não existe um regime dietético único para reduzir os sintomas ou diminuir as crises na DII. A dieta e os nutrientes específicos atuam como um apoio na manutenção do estado nutricional,limitando a exacerbação dos sintomas e contribuindo para o crescimento dos pacientes pediátricos.
Em casos de doenças como essas, ou outras condições como a diabetes ou esteatose hepática (gordura no fígado), é essencial contar com a ajuda de um nutricionista especializado para realizar o acompanhamento correto.
A Dra.Diana Ruffato é nutricionista especialista em doenças e trabalha com comportamento alimentar que orienta de forma individual cada paciente garantindo um tratamento único e adequado para cada um. Agende sua consulta.