Hepatopatias

Tratamento Nutricional para Hepatopatias

Divider Diana Ruffato Nutricionista

O fígado é responsável por metabolizar carboidratos, proteínas, gorduras e esteróides, por armazenar e ativar vitaminas e minerais, pela formação e excreção da bile, pela conversão de amônia em uréia e pela filtração de metabólitos tóxicos, medicamentos e álcool.

 

Sendo assim, desempenha um papel essencial para o funcionamento do nosso organismo. Desde que tenha de 10 a 20% de tecido saudável, é capaz de se regenerar. No entanto, existe um conjunto de doenças que podem comprometer a função hepática. 

 

Ao conjunto de doenças que podem atingir ou comprometer o funcionamento do órgão é dado o nome de hepatopatias. E no tratamento e na prevenção dessas patologias, o acompanhamento nutricional é extremamente necessário.

 

Quais são as doenças hepáticas (hepatopatias) mais comuns?

 

As doenças crônicas do fígado têm múltiplas causas, mas, as principais são: infecções pelos vírus das hepatites A, B e C, hepatite causada pelo consumo excessivo de álcool ou alguns tipos de medicamento e acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática).

 

Em relação aos sintomas, as hepatopatias causam icterícia, fadiga, prurido, dores abdominais, distensão abdominal e hemorragia. Entretanto, nem todo paciente manifesta sintomas, fazendo com que o diagnóstico aconteça tardiamente, em exames de rotina.

 

O acúmulo de gordura no fígado afeta homens e mulheres e, quando constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação no órgão capaz de evoluir para quadros mais graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até mesmo câncer. 

 

De modo geral, não existe um tratamento específico para a gordura no fígado. Mas, é possível dizer que a cura e a prevenção da doença estão pautadas em três pilares: estilo de vida saudável envolvendo prática regular de exercícios físicos e alimentação balanceada.

 

Tratamento nutricional para Esteatose Hepática 

 

A esteatose pode estar associada a outras doenças crônicas que aumentam a resistência à insulina (obesidade, diabetes e dislipidemias, que são o aumento do colesterol e do triglicérides). Neste sentido, o tratamento nutricional é extremamente importante. 

 

A Sociedade Brasileira de Hepatologia recomenda que a dietoterapia para a esteatose hepática deve ser baseada em uma dieta com quantidades moderadas de carboidratos e baixa quantidade de gordura saturada e gordura trans.

 

Sendo assim, o ideal é evitar o consumo de embutidos, enlatados, frituras, carnes gordurosas, doces e açúcares em excesso,  ingerir moderadamente carboidratos, preferencialmente em sua forma integral, e aumentar a ingestão de:

 

  • Frutas, verduras e legumes;
  • Carnes brancas (principalmente peixes);
  • Gorduras monoinsaturadas (azeite, abacate, castanhas);
  • Proteínas de fontes vegetais (grão de bico, lentilha, feijão, ervilha).

 

O tratamento nutricional para hepatopatias deve ser acompanhado por um nutricionista, profissional de saúde qualificado para auxiliar os pacientes a adotarem uma dieta balanceada, saborosa e saudável que possa contribuir para a melhora de doenças crônicas.

 

Conheça a Dra. Diana Ruffato, especialista em nutrição hospitalar

 

A Dra. Diana Ruffato é especialista em nutrição hospitalar e possui ampla experiência em tratamento nutricional para hepatopatias. Uma alimentação balanceada é a base para um corpo saudável. Agende uma consulta e cuide da sua saúde. 

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