O câncer é uma doença que cresce entre a população mundial e, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), só em 2018 foram registrados cerca de 582 mil novos casos. Além disso, a cada 10 pacientes com câncer, três desenvolvem a doença por conta de hábitos que são prejudiciais à saúde, como o tabagismo, consumo de álcool e obesidade.

Por que pacientes oncológicos correm risco nutricional?

A desnutrição em pacientes oncológicos em estado avançado ocorre pela ingestão inadequada, pelo aumento das necessidades nutricionais decorrentes da própria doença uma vez que ela pode trazer prejuízos nos mecanismos de absorção dos nutrientes.

O Câncer promove uma resposta inflamatória que acelera o metabolismo, causando a perda de peso às custas principalmente de massa magra, causando alterações na imunocompetência (mecanismos de proteção do corpo, como anticorpos e células de defesa), gerando complicações no quadro do paciente ou até mesmo, a morte.

A síndrome anorexia-caquexia (falta de apetite e perda de peso acentuada) é uma complicação nutricional em pacientes com câncer, visto que a patologia causa um intenso consumo do tecido muscular e adiposo, perda involuntária de peso, anemia, astenia e balanço nitrogenado negativo, agravando o quadro de desnutrição.

Além disso, o tratamento do câncer pode causar muita náusea, vômitos e desconfortos gastrointestinais, o que promove mais perda de peso e desnutrição.

O que fazer então?

Terapia nutricional em pacientes oncológicos

A terapia nutricional tem por objetivo retardar a imunoinflamação, que acelera o metabolismo e causa a perda da massa magra, além melhorar o estresse oxidativo celular, balanço nitrogenado e a síndrome de anorexia-caquexia, que impactam diretamente no quadro do paciente.

Dessa forma, serão adotadas medidas para suprir as necessidades calóricas e de nutrientes de cada paciente, levando em consideração seus exames e condição clínica. Para isso muitas vezes faz-se necessário o uso de suplementos ou complementos alimentares e um cálculo minucioso de uma dieta com maior densidade calórica, proteica e rica em nutrientes.

Alguns pontos devem ser considerados ao trabalhar a dieta de um paciente com câncer, pois muitas vezes são divulgados, mas necessitam de cautela ao serem abordados, entre eles o uso de antioxidantes, uso de imunomoduladores e uso de fitoterápicos.

Uso de antioxidantes

Investigações epidemiológicas e experimentais têm apontado a relação benéfica, principalmente, entre a ingestão de quantidades fisiológicas de antioxidantes (como vitaminas A, C, E), por meio do consumo de frutas e vegetais não sendo necessário a suplementação, visto que resultados de estudos relacionados à suplementação com cápsulas em altas doses de antioxidantes são contraditórios e evidenciaram a ausência de benefícios e até mesmo prejuízo sobre o desenvolvimento do câncer.

Dieta imunomoduladora

Estudada desde 1990, a dieta imunomoduladora é uma terapia nutricional enriquecida com nutrientes especiais que têm um possível efeito terapêutico sobre os órgãos e sistemas vitais (sistema imunológico, intestino, fígado e sistema respiratório).

De acordo com os guidelines da Aspen (Associação Americana de Nutrição Parenteral e Enteral), imunomoduladores como arginina, ácidos nucleicos e ácidos graxos essenciais, podem trazer benefícios para pacientes que sofrem com desnutrição devido ao câncer ou que passaram ou passarão por uma intervenção cirúrgica de grande porte.

Fitoterápicos

A definição de fitoterápicos, segundo a legislação brasileira, é: medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) no 14, de 31 de março de 2010, fitoterápico é caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade.

Alguns fitoterápicos apresentaram efeitos antineoplásicos em estudos pré-clínicos. Contudo, não existem estudos clínicos demonstrando a efetividade e a segurança do uso de fitoterápicos para pacientes oncológicos, em decorrência dos riscos de toxicidade, interações medicamentosas e redução da resposta terapêutica ao tratamento clínico. Por isso NÃO se recomenda uso de fitoterápicos em pacientes oncológicos por hora.

Referência: Consenso nacional de nutrição oncológica. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva; Nivaldo Barroso de Pinho – 2. ed. rev. ampl. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016.

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Olá, sou a Dra. Diana Ruffato, Nutricionista em Alphaville com atendimento online para todo o Brasil.  Seja muito bem-vindo a minha página profissional!

Tenho uma formação em um curso de nutrição com foco em nutrição hospitalar, diferente de todos os outros cursos de nutrição do país que tem um foco maior em saúde pública e prevenção. Além de passar os 5 anos da faculdade dentro de um hospital, fiz mais 2 anos de aprimoramento em Nutrição Hospitalar e Mestrado e Doutorado com Doenças Raras.

Coloco dedicação e amor em tudo o que me proponho a fazer na vida e a Nutrição me permite ajudar as pessoas a viver uma vida mais leve e com mais saúde.

Minha experiência profissional foi toda voltada para a nutrição clínica e tratamento de doenças crônicas e agudas, o que torna meu atendimento diferenciado.

Sou Nutricionista formada pelo curso de Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP- RP. Cursei Aprimoramento em Nutrição Hospitalar do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto, USP com duração de 2 anos.

Mestre em Ciências pelo programa de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e Doutora em Ciências também pelo programa de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Ex-Docente na Universidade de Franca, SP. Foi supervisora de estágio no Hospital Santa Casa de Franca e Ribeirão Preto – SP.

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