A nutrição está relacionada a quatro processos: ingestão do alimento, digestão, absorção dos nutrientes, metabolismo e excreção, que têm como objetivo produzir energia suficiente para manter as funções vitais do organismo. Neste sentido, a desnutrição e a subnutrição estão relacionadas a problemas na absorção e ou ingestão de nutrientes. 

Alguns casos de deficiência nutricional são tão graves que podem deixar consequências irreversíveis, enquanto outros são leves e sequer apresentam sintomas. Por isso, é importante ficar atento aos sinais emitidos pelo corpo, buscar sempre manter uma dieta saudável e completa e conhecer os fatores de risco associados.

O que são e quais as causas da desnutrição e da subnutrição?

A subnutrição é uma condição relacionada à ingestão ou absorção insuficiente dos alimentos, acarretando uma deficiência energética ao corpo, e pode ou não estar associada a deficiências de vitaminas e minerais.

Já a desnutrição é a deficiência de nutrientes ( vitaminas e minerais) e pode ser acarretada por uma dieta pobre em nutrientes ou por problemas que levam à má absorção dos mesmos. Sendo assim, mesmo indivíduos com acesso a uma alimentação farta podem desenvolver essa condição.

A falta de acesso a uma alimentação saudável ou a existência de hábitos alimentares inadequados, como o consumo de alimentos pouco nutritivos, são os principais fatores que desencadeiam a desnutrição primária. A adoção de dietas pobres em nutrientes, como algumas “dietas da moda”, também pode resultar nesse quadro.

Já o desenvolvimento da desnutrição secundária é consequência de fatores que impedem a absorção correta dos nutrientes, como a presença de problemas metabólicos, verminoses, câncer, anorexia ou quadros inflamatórios intestinais, entre outras patologias.

O uso de determinados medicamentos, como ocorre na quimioterapia, ou  situações que demandam mais energia do corpo, como períodos prolongados de febre alta, dificultam a absorção correta dos nutrientes e podem contribuir para o desenvolvimento de quadros de desnutrição secundária.

Sintomas de desnutrição ou subnutrição

A desnutrição e a subnutrição podem surgir em adultos ou crianças de qualquer idade. Por vezes, essas condições apresentam sintomas leves que podem ser confundidos com cansaço e deixados de lado. Por isso, é importante ficar atento para estes sintomas:

  • cansaço e fadiga excessivos;
  • dificuldade para se concentrar;
  • diarreias frequentes;
  • falta de apetite;
  • irritabilidade ou sintomas de depressão;
  • demora para se recuperar de feridas ou infecções;
  • mudanças na cor dos lábios ou da pele;
  • cabelos e unhas fracas;
  • alterações na língua e na pele;
  • crescimento inconsistente com a idade da criança.

Esses sintomas podem ser indicativos de desnutrição, mas também podem ser indicativos de uma infinidade de outras enfermidades. A avaliação de um profissional especializado em nutrição para investigar o quadro é fundamental.

Uma vez que o consumo alimentar não é suficiente, o organismo passa a utilizar as reservas de energia do corpo. Desse modo, a perda de gordura e músculos é comum e pode causar emagrecimento rápido, fraqueza e até debilidade física nos casos mais graves.

Além disso, a evolução da subnutrição e da desnutrição pode causar alterações hormonais, físicas e hematológicas que deixam o indivíduo suscetível ao surgimento de diversas outras doenças, como anemias, demência e problemas nos rins.

Como a alimentação pode ajudar?

A partir do momento em que o paciente é diagnosticado com desnutrição ou subnutrição, um passo fundamental para reverter o quadro é a implantação de estratégias para que o indivíduo consiga suprir as necessidades fisiológicas do organismo em termos de calorias e nutrientes.

O primeiro passo é sempre procurar recuperar o estado nutricional via alimentação oral, trabalhando junto ao paciente estratégias para que ele consiga ingerir o que realmente precisa. Quando a alimentação oral utiliza apenas alimentos naturais não é suficiente entrarmos com uso de suplementos alimentares. No caso de deficiências de vitaminas e minerais comprovados por meio de exames bioquímicos os mesmos também devem ser suplementados.

Caso a alimentação via oral seja impossibilitada devido a doenças no trato gastrointestinal ou outra doença, ou não se consiga ingerir o necessário por inapetência, recomenda-se o uso de nutrição enteral. 

Essa avaliação é feita de forma minuciosa e precisa de um profissional capacitado a verificar os critérios para sugerir a melhor forma de conduzir o caso.

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Olá, sou a Dra. Diana Ruffato, Nutricionista em São Paulo – SP.  Seja muito bem-vindo a minha página profissional!

Tenho uma formação em um curso de nutrição com foco em nutrição hospitalar, diferente de todos os outros cursos de nutrição do país que tem um foco maior em saúde pública e prevenção. Além de passar os 5 anos da faculdade dentro de um hospital, fiz mais 2 anos de aprimoramento em Nutrição Hospitalar e Mestrado e Doutorado com Doenças Raras.

Coloco dedicação e amor em tudo o que me proponho a fazer na vida e a Nutrição me permite ajudar as pessoas a viver uma vida mais leve e com mais saúde.

Minha experiência profissional foi toda voltada para a nutrição clínica e tratamento de doenças crônicas e agudas, o que torna meu atendimento diferenciado.

Sou Nutricionista formada pelo curso de Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP- RP. Cursei Aprimoramento em Nutrição Hospitalar do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto, USP com duração de 2 anos.

Mestre em Ciências pelo programa de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e Doutora em Ciências também pelo programa de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Ex-Docente na Universidade de Franca, SP. Foi supervisora de estágio no Hospital Santa Casa de Franca e Ribeirão Preto – SP.

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